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sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

GRUPO AMARAL

 GRUPO AMARAL




ESA - EMPRESA SANTO ANTONIO



Em 14 de maio de 1969, na cidade de Formosa-GO, surgiu a ESA - Empresa Santo Antonio, ela é considerada mãe de todas empresas do grupo. A Expresso Santo Antonio era responsável pelo transporte interestadual, junto com a TransProgresso, empresa do mesmo grupo.


No município de Santo Antonio, por volta dos anos 90, operava a extinta Rápido Santo Antonio, mas por alguma razão, a Rápido Santo Antonio deixou a cidade sendo substituída pela Taguatur no final da década.




TRANSPROGRESSO 




Com a evolução do Parque da Barragem que atualmente é a cidade de Águas Lindas de Goiás, em 28 de dezembro de 1984, surge a TransProgresso. A empresa ficou na cidade por um tempo no qual, grande parte das ruas não tinha asfalto e por isso, era difícil trabalhar devido as dificuldades de rodar.

Por conta disso, a TransProgresso saiu de Águas Lindas, e foi para cidade de Januária, localizada no norte de Minas Gerais e lá, se dedicava em linhas intermunicipais.

 

RÁPIDO PLANALTINA



Em Planaltina de Goiás, em 10 de dezembro de 1992, surge a Rápido Planaltina. Por um bom tempo, a Empresa Santo Antonio e a Rápido Planaltina, fazia linhas semi-urbano entre as cidades de Águas Lindas e Planaltina de Goiás para o Distrito Federal, junto com as outras 3 empresas do transporte coletivo de Brasília, como a Viva Brasília, Rápido Brasília e Rápido Veneza.



VIVA BRASÍLIA


A Viva Brasília, primeira empresa do Grupos Amaral em Brasília. Entrou no sistema de transporte público do Distinto Federal em 1992, mas seu nome inicial, era Expresso Santo Antônio Transportes e Turismo ltda. 




Começou suas operações na região administrativa de Sobradinho-DF. Pouco tempo depois, nome da empresa altera para Viva Brasília, uma abreviação de Viação Valmir Amaral, homenageando um dos proprietarios da companhia.




RÁPIDO BRASÍLIA


No final dos anos 90, surge a Rápido Brasília. Uma teoria sobre a empresa, não se sabe exato de como ela apareceu, mas dizem que ela surgiu através de propaganda política, já que sua cor azul ciano e todos os prefixos começam com o numero "15", poderia está ligado na campanha governado da época, Joaquim Roríz.

Isso porque, muitas pessoas viram a Rápido Brasília na cor "roxo" circulando no DF. Não há registro ou informações se de fato a empresa rodou na cor roxa, mas é possível ver (talvez) um indicio a respeito, em um cartaz, mostrando do que seria o Grupo Amaral.

Antigo menu do site do grupo Amaral.
Na parte urbana, nota-se há um veículo
com o nome "Expresso Capital".


Podemos notar que em cima do ônibus da Rápido Brasília, há um veículo na pintura roxa, com o nome "Expresso Capital", alem de outros nome de transportadoras do grupo. Não se sabe se essa empresa rodou no DF, pois não há registros e informações a respeito dessa empresa.






RÁPIDO VENEZA



No início dos anos 2000, o grupo incorpora a Rápido Veneza, fazia linhas em Samambaia, Taguatinga, Paranoá, Riacho fundo 1.

Com a entrada da Rápido Veneza no grupo Amaral, a Rápido Brasília e Viva Brasília, passaram também a operar linhas na região.



DO DESTAQUE AO DECLÍNIO DO GRUPO



O grupo concentravam suas operações nas cidades de São Sebastião, Paranoá, Planaltina e Sobradinho, além de fazer linhas circulares no Plano Piloto. Parte dessas linhas era operada pelo Transporte Coletivo de Brasília (TCB).

Em relação a política entre a família Amaral e o governo Roríz, pode ter facilitado a transferência de linhas estatal para o grupo. Dessa forma o grupo Amaral foi um dos maiores consórcios de transporte do Distrito Federal, além dessas 3 empresas, faziam parte do grupo, empresas de aviação e concessionária de carros e frotanáutica, denotando o poderio desse consórcio empresarial.

Busscar Urbanuss com Ar-Condicionado

Um destaque do grupo Amaral, era a compra de ônibus confortáveis e menos poluentes, contendo ônibus com sobre chassis Scania e Volvo conhecidos pela alta durabilidade de suas peças. Alguns desses veículos eram motores traseiros, o que evitava problemas auditivos para os profissionais e para os passageiros. Em contrapartida, a manutenção para esse tipo de veículo era muito caro.



Com o tempo, as coisas começaram a ficar complicada para o grupo, já que seus veículos começaram a ter problemas técnicos e a falta de manutenção prejudicou bastante, tanto que seus veículos começaram ficar sucateados e passando a ser encaminhados para outras empresas do grupo, desfalcando o transporte do DF.

Outro fator determinante para o declínio do grupo foi a falta de pagamento dos funcionários além de atrasar salário, os rodoviários denunciaram que a empresa não depositava FGTS, com isso o grupo Amaral passou a ser réu em diversos processos trabalhistas perdendo vários deles.


Busdoor da ESAVE (consecionaria do mesmo grupo)

O grupo contia veículos com "Busdoor" ou "Outdoor" que é propagandas colocada na parte traseira dos ônibus. Isso era outro destaque da empresa, já que isso gerava receita, entretanto, as propagandas nos veículos eram apenas de consórcios do grupo. Como o lucro estava caindo demais, o grupo decidiu vender esses espaços para outras empresas e setores, numa tentativa de levantar o capital.




Foto tirada da reportagem DFTV
falando sobre veículos sucateados do grupo
 A situação do grupo estava muito complicada, a má gestão chegou até o ponto que em 2013, o Governo do Distrito Federal (GDF) interviu no grupo Amaral e a TCB assumiu a gestão da empresa, ajudando na recuperação de alguns veículos em estado de sucata. Mas isso não ajudou a salvar o grupo e no final de 2013, o grupo Amaral foi decretada falência e em 2016, houve um pedido de recuperação mas não aconteceu e logo após, foi decretada oficialmente falência.


FIM DA ESA E SEU GRUPO


Svelto 2000 - Scania F113
A Santo Antonio se destacava na época, de reencarroçar alguns da sua frota.

Resumindo, reencarroçamento consiste em colocar a carroceria nova sobre um chassi antigo, isso era feito com o intuito de reduzir custos, ou seja, a empresa comprava apenas carroceria, ao invés de comprar o ônibus inteiramente 0km. Isso era muito comum na Santo Antonio, um bom exemplo são os modelos Comil Svelto 2000, como próprio nome sugere, é um produto fabricado no ano 2000, entretanto seu chassi era um Scania F113HL, e a data de fabricação do chassi é de 1991, ou seja, grupo Amaral descartava a carroceria antiga e colocava uma nova, fazendo assim, a renovação da frota. Tanto que essa pratica economizou bastante.


Frota de Caio Apache S22 0km em 2009
Mas por volta dos anos 2006 e 2007, o Conselho Nacional de Transito (CONTRAN) proibiu essa pratica, a unica exceção seria se caso houvesse um acidente no qual a carroceria se comprometesse mas o chassi não. Dessa forma, se caso o Grupo Amaral queira renovar sua frota, teria que comprar ônibus 100% novos, e foi o que aconteceu, mas o padrão dos ônibus começou a cair. Antes, a frota da Santo Antonio e Rápido Planaltina, era quase 100% formada por ônibus com chassi Scania e Volvo, após a proibição de reencarroçar veículos, passaram a ter chassi mais populares como a Mercedes-Benz e Volkswagen, o custo de manutenção por essas duas marcas é menor e com isso acaba sendo a primeira e segunda marca de chassis mais vendidas do Brasil, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de veículos Automotores (ANFAVEA).


Outro ponto crucial para o declínio do grupo foi que, seu ônibus deixaram de ter um padrão quase exemplar de conservação e passaram a quebrar constantemente pelas vias por onde transitavam e isso causava insatisfação dos passageiros com o serviço prestado pelo grupo. Em Planaltina de Goiás, a má qualidade dos transportes da Rápido Planaltina, provocou uma série de protestos contra a empresa, comunidade exigia que uma outra companhia também fizesse um transporte público na região.

Na época, o prefeito da cidade, José Olinto Neves, chegou a protagonizar uma greve de fome para pleitear uma nova operadora de transporte Semi-Urbano, e conseguiu.... Bom um empate.

No dia 31 de julho de 2009, o GDF designou a Expresso São José para fazer uma linha de ônibus, entre a divisa de Planaltina de Goiás com o DF e o centro de Brasília. Os passageiros da cidade chegavam até o local com o transporte gratuito fornecido pela prefeitura, além da segurança da não quebra de ônibus, esse formato de transporte tinha um vantagem financeira. Enquanto a tarifa da época cobrava R$ 3,00 a Rápido Planaltina cobrava R$ 4,25.

A solução durou até a entrada de outra empresa no transporte local, a principio era a Viação Três Irmãs, logo após, foi substituída pela UTB - União Transporte de Brasília e posteriormente pela Advance Catedral Turismo.


Enquanto isso, em Águas Lindas, o grupo Amaral também enfrentava forte concorrência, boa parte do embarque dos passageiros da região, eram feitos na margem da BR-070, pela via passavam onibus como a Vaztur e Taguatur que operava em outras áreas daquela região. Fora isso, a Santo Antonio enfrentava forte o transporte pirata em sua área de atuação. Por volta de 2011/2012 outras empresas foram deslocadas para auxiliar o transporte Semi-Urbano, como a Taguatur, Lorennatur e Sagres, eram concorrentes diretos da Santo Antonio. Para tenta contornar a necessidade da renovação da frota, o grupo decide descolar ônibus das empresas do DF para a Santo Antonio e para a Rápido Planaltina, no entanto, em 2013 o GDF assumiu o controle da gestão do grupo Amaral no Distrito Federal e uma das providencias do interventor nomeado pelo governo local, foi a retomada de ônibus para a frota do DF, isso significa que a Santo Antonio e a Rápido Planaltina perdeu boa parte da sua frota.

A situação já estava ruim, mas acabou piorando mais quando em 2014, as duas empresas saiu do transporte Semi-Urbano, em Águas Lindas, suas área de atuação foi dividia pelas empresas UTB e Taguatur. Já em Planaltina de Goiás, o grupo Amaral foi substituída pela Viação Monte Alto (atual Viação Expresso Brasília/ Amazonia Inter) e em 2016, sua falência foi decretada oficialmente.


O RICO DE CARTEIRA VAZIA


Valmir Amaral
Ex-Senador e dono do
Grupo Amara
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Todo esse conjunto de empresas era comandado pelo Valmir Amaral, filho de Dalmo Josué do Amaral, fundador da Santo Antonio. Foi Senador do DF entre os anos 2000 e 2006 ocupando a vaga deixado por Luiz Estevão. Valmir era conhecido por fazer festas luxuosas em sua mansão no Lago Sul, esse fato pode contribuir a decadência e logo após, a falência do grupo Amaral.





Valmir e seus carros de luxo na sua mansão

Enquanto Valmir se divertia em sua mansão, funcionários do grupo passava dificuldades financeiras, com atraso de salário e denuncias por não colocar FGTS, além da falta de investimento na sua frota.






Créditos: 
Texto: Gabriel Rodrigues de Oliveira
Fontes: Circular News/ Correio Braziliense/ Grupo Amaral

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