VIPLAN
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| Foto por: DNWK tirado do site Ônibus Brasil |
A Viação Planalto (VIPLAN) foi uma das principais empresas de transporte do Distrito Federal. Teve maior alcance no DF, tendo linhas em quase todas as regiões administrativas. Surgiu na década de 1960, enquanto Brasília era construída, inicialmente carregando os pioneiros da obra da capital.
Entretanto, foi só em fevereiro de 1970 que a empresa foi fundada oficialmente.
A Viplan pertencia a família Wagner Canhedo Filho, cujo pai Wagner Canhedo Azevedo, foi empresario e ultimo dono da antiga Viação Aérea, conhecida como VASP.A Viplan foi a empresa com maior alcance, tendo rodado em todas as regiões administrativas ao longos dos seus 50 anos de história.
O grupo Viplan contem seus integrantes que trabalharam juntos até o fim dela, como a CONDOR e LOTAXI.
| Foto e agradecimento: André Reis |
ARCO/CONDOR
A Empresa Manauara de Transportes Coletivos (EMTC), surgiu na década de 80
e começou a assumir as linhas operadas pelo Transporte Coletivo de Brasília (TCB) em Brazlândia. Foi a primeira empresa a atender a cidade de Santa Maria ligando ao Plano Piloto e Taguatinga. Em 1994 foi incorporada pela Arco Transporte Urbanos.
A Arco rodava no transporte de vizinhança, popularmente conhecido como os ônibus Zebrinhas que rodavam dentro do Plano Piloto e atuava em transporte de funcionários até a Esplanada dos Ministérios quando o então, na época, o Fernando Collor acabou com os fretados e criou o vale transporte. Em 1996 com a pintura das asas rodou com as cores amarelo ocre e branco, no final dos anos 90s e inicio dos anos 2000s, mudou seu nome para Condor Transportes Urbanos.
LOTAXI
A Lotaxi Transportes Urbanos, surgiu na década de 80s e assim como a Condor, também operava inicialmente como transporte de vizinhança, muito conhecido como Zebrinhas e operava dentro das Asa Sul e Norte em Brasília.
Nos anos 90, após se juntar com o grupo, a Lotaxi expandiu serviços para Samambaia, Guará, Brazlândia, Núcleo Bandeirante e Gama.
FIM DO GRUPO VIPLAN
| Acervo: Gabriel Silva |
No inicio dos anos 2000, o grupo já estava recebendo críticas sobre o estado da sua frota, já que eles estavam ultrapassando a data limite de operação, que no caso era 7 anos.
Com tempo, outras empresas foram renovando suas frotas, mas a Viplan renovava pouco e manteve seus carros antigos rodando. A empresa começou a ser destacada pela população como "a pior empresa do Distrito Federal" e não era pra menos, além da frota ser quase 100% sucateada, ocorriam má administração, falta de manutenção e aumento de dívidas.
Ela não poderia participar da licitação por motivos já ditos (frota sucateada, falta de manutenção e etc...), mas chegando perto da conclusão das licitações, a Viplan consegue uma liminar e entra na disputa, trazendo mais atrasos e readaptações da lista das empresas concorrentes.
Mesmo tentando diversas maneiras de continuar operando no DF, suas estratégias falharam, o Superior Tribunal da Justiça (STJ) consegue tirar a Viplan da liminar e por conta de acumulo de dívidas e prejuízos no transporte, a Viplan não conseguiu manter a empresa e no final de 2013 e inicio de 2014, foi decretada falência no grupo, incluindo Condor e Lotaxi.
Mas em 2017, a justiça retirou a falência da Viplan para analisar se ela poderia voltar a rodar no DF, houve boatos de que ela substituiria a Cooperativa Cootarde que deixou de rodar no final de 2017. Após 4 anos de análise, em outubro de 2020, a justiça decretou oficialmente falência da empresa.
Atitudes Estranhas
Apesar da frota ser quase 100% sucateada, por volta de 2009 a Viplan compra carros novos, recem fabricados da Caio Induscar, adquirindo modelos VIP 1 e 2, grande parte da frota sobre chassi Mercedes-Benz OF-1722M e dois VIP 2 sobre chassis Volksbus 17-230 EOD.Mesmo comprando essa veículos novos, a Viplan guardou muito ônibus novos na garagem e continuou operando seus ônibus antigos.
| Foto: Ricardo Vieira |
Só começou a liberar aos poucos seus ônibus
novos da garagem, quando outras empresas deixaram de operar em algumas cidades do DF. Mesmo após sua falência decretada em 2014, havia ônibus novos que nem saiu da garagem.
No período das licitações, o nome da Viplan não poderia participar da licitação, então Canhedo criou uma estratégia. Ele colocou 3 empresas na disputa, a Planalto Rio Preto e Santos e Pradela.
Essas empresas faziam parte da transportadora WADEL, de Wagner Canhedo.




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