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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Caio Apache VIP I - VW 17-210 OD CT Expresso - 8134
Caio Apache VIP II - VW 17-230 EOD CT Expresso - 9389
Caio Apache VIP II - VW 17-230 EOD CT Expresso - 70023
Caio Apache VIP III - MB OF-1721 BT5 CT Expresso - 70189
Caio Apache VIP V - MB OF-1721 BT6 Taguatur - 05633
Caio Apache VIP V - MB OF-1721 BT6 Viação Piracicabana - 122262
Caio Apache VIP V - MB 1721 BT5 Urbi - Mobilidade Urbana - 336815
Caio Apache VIP III - VW 17-230 OD Euro V Expresso São josé - 78603
Marcopolo Torino S - MB OF-1721 BT6 BsBus Mobilidade - 504939

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Expresso São José / BsBus Mobilidade

 



Expresso São José


Fundada em 1957, o primeiro carro da empresa fazia linhas em Niquelândia, Corumbá, Anápolis e depois nos anos 60, passou a fazer linha para a recém capital do país, Brasília.

Com sucesso da empresa ao longo dos anos, em 1992, a São José participa pela primeira vez, nas licitações do transporte público do Distrito Federal, ganhou um dos lotes disponíveis e começa a operar no transporte público coletivo, com uma frota de 30 carros, 27 convencionais e 3 articulados.


Em 1999, após vencer outra licitação de transporte, a empresa adquire mais veículos para frota, 20 articulados com motor traseiro, transmissão automática e suspensão a ar, incorporadas a frota todo sempre 0 km e passou a operar nas regiões de Planaltina, Lago Sul e Norte, Riacho Fundo e aeroporto.
Os articulados são do modelo Marcopolo Torino GV, sobre o chassi Mercedes-Benz O400UPA.



2009, focado em evoluir sua frota e melhoria no transporte coletivo de Brasília, a Expresso São José apresentou os primeiros ônibus PBT (Piso Baixo Traseiro) para o acesso de embarque para cadeirantes. O modelo Marcopolo Torino 2007, sobre o chassi Volksbus 17.230 EOD, era inédito no Brasil, tanto que alguns meses depois, alguns estados passaram a copiar esse modelo.

Todos os 120 veículos 0 km comprados nessa renovação possuíam acesso para cadeirante em nível piso emborrachado poltronas estofadas e vidros escurecidos. Nesse mesmo ano a empresa também passou a adotar a velocidade de segurança em todos os seus carros e através de bloqueio computadorizado, nenhum veículo excede 60 km por hora.



Com o desespero da população do Distrito Federal pelo transporte público renovado, em 2012 foi realizado mais uma licitação de transporte, dessa vez, reunindo todas as empresas para decidir quais empresas ficarão e quais bacias vão adquirir. A São José mais uma vez, venceu nessa licitação e passou a operar na bacia 5, e mais uma vez a empresa sempre procurando melhorias, em 2013, foi a primeira empresa a trazer ônibus novos, com a tecnologia Euro 5, na época os veículos de todas as empresas era composta apenas nos Euros 2 e 3. 
Os veículos novos da São José, trazia de novidade, menos barulho no motor, evitando problemas de audição que os motoristas e cobradores passavam, novas tecnologia, com câmeras internas e câmera de ré e bancos confortáveis para o passageiro.
Os modelos adquiridos em 2013 são os convencionais Caio Apache VIP III (Volksbus 17-230 OD Euro V), os midi Caio Foz Super I (Volksbus 15-190 OD Euro V) e os articulados Caio Millennium BRT (Volksbus 26-330 OTA).



A solução dos transporte 100% novos e a eliminação das empresas que mantem a frota sucateada não durou muito tempo, os pedidos de renovação do transporte público começaram a ser protestado no Distrito Federal, entre 2017 e 2018. Por conta disso, em 2019, a Expresso São José adquire mais veículos novos, totalizando 100 ônibus, 97 os recém lançados Marcopolo Torino S e 3 micro-ônibus New Senior


A novidade dessa vez, é que os ônibus convencionais trazia 2 configurações de portas, 3 portas e 4 portas (2 portas na direita e 2 na esquerda), assim ganhando acesso a algumas linha que utilizam paradas de ônibus do lado esquerdo.


Problemas


Apesar da empresa sempre procurando inovações para empresa e para o transporte público da capital, nos últimos anos ela enfrenta problemas financeiros e sucateamento da frota. Com a compra dos 100 novos ônibus, ela ainda manteve os antigos ônibus em operação, no caso a frota adquirido em 2013. Os passageiros não paravam de queixar dos problemas enfrentados nos veículos da empresa, alem das greves constantes que ela fazia. Geralmente a São José sempre era a primeira a trazer ônibus novos, mas em 2021 aconteceu mais uma licitação de transporte e dessa vez, ela foi a ultima empresa a responder essa licitação, mas sem trazer ônibus novos, já que ela fez isso em 2019.

No final de 2022, foi anunciado que a Expresso São José estava com os dias contados, por descumprir o contrato de renovação da frota, por conta disso, o GDF - Governo do Distrito Federal, renovou o contrato de todas as empresas, principalmente para a Viação Pioneira, prestando serviços para os próximos 10 anos de duração, mas como a Expresso São José não cumpriu o contrato, sua duração de serviço foi de apenas 6 meses. Em junho de 2023 o GDF enfim assinou termo aditivo que renova por até 10 anos o contrato com a empresa de transporte público Expresso São José. Mas a empresa precisa apresentar, num prazo de 60 dias, o cronograma de substituição de grande parte da sua frota. Para se ter ideia, dos 576 ônibus da São José que circulam pelo Distrito Federal, 473 deles terão, obrigatoriamente, de ser renovados devido à situação ruim das suas instalações e conforme estabelece o documento. Caso esta e outras cláusulas não sejam obedecidas, o termo será rompido.

De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade, Flávio Murilo Prates, dentro do trabalho de renovação há uma "busca pelo melhor atendimento à população". Segundo ele, a manutenção do atendimento aos passageiros desses locais, bem como dos empregos dos funcionários da Expresso São José foram pontos levados em consideração para a continuidade do acordo. “Sempre foi o nosso foco principal não deixar a população desassistida”, afirmou. 

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) informou que o contrato da concessionária São José foi renovado por esse prazo —de até 10 anos — para evitar a interrupção do serviço de transporte coletivo nas áreas atendidas pela empresa e, dessa forma, dar segurança de atendimento aos passageiros. 
Ao anunciar a assinatura do termo, a secretaria também informou que a empresa assumiu o compromisso de além de renovar a frota, melhorar a prestação de serviço. E reafirmou que o contrato pode ser interrompido no caso da empresa não cumprir as exigências contratuais. 


Surpresa







Com a chegada da nova tecnologia de chassi Euro 6, algumas empresas passaram a adquirir veículos com essa nova tecnologia, a Viação Pioneira foi a primeira a adquirir 195 ônibus do modelo Marcopolo Torino Plus, sobre o chassi Mercedes-Benz OF-1721 Bluetec 6. Depois foi a Viação Piracicabana, adquirindo 150 ônibus do modelos Mascarello GranVia 2024, com o mesmo chassi OF-1721 Bluetec 6.
Por conta disso, em dezembro de 2023, os passageiros e busologos ficaram surpreso após a Expresso São José anunciar novos ônibus e mudanças nela. O primeiro de tudo, o nome fantasia da empresa mudou é se chamará BsBus Mobilidade, não se sabe ainda o motivo da mudança do nome. Outra coisa é que ela volta a ter Mercedes-Benz , ela não adquiria Mercedes desde 2008 (embora que seja "outra" empresa).
A BsBus Mobilidade estreou na inauguração no novo terminal rodoviário de Sol Nascente, ela traz os modelos Marcopolo Torino S e serão 50 novos ônibus até o final do mês de Dezembro/2023 dos 473 ônibus que havia comprado da Marcopolo que viram ao longo de 2024.


Os novos ônibus são equipados com o Chassi Mercedes-Benz OF-1721 Bluetec 6 e dispõem assoalho revestido com plástico antiderrapante, itinerário eletrônico LED com quatro painéis na cor âmbar da Valeo, campanhias sem fio via wireless, alças pega-mão nos balaústres horizontais, saídas de emergências nos alçapões no teto e nas janelas, adicionada com o uso dos martelinhos presos nas laterais e 3 portas do lado direito com embarque dianteiro.
Com total acessibilidade, os novos onibus contam com o elevador para fácil acesso de pessoas com mobilidade reduzida, localizado na porta central do veículo, alem de poltronas reservada a pessoas com deficiencia (PCD), mobilidade reduzida e idosos, balaústres táteis e botões de campanhia em braile.


Esperamos agora que a São José... Quer dizer BsBus traga melhorias tanto para a empresa quanto para o transporte público do Distrito Federal e que façam um bom serviço ao seus usuários.


Curiosidades


Sabia que a Expresso São José era pra ser rosa?

Em 1996 quando todas as empresas adotaram a pintura das asas, ela fez um teste para ver como ficaria, mas no final ela decidiu ficar com a cor marrom e a cor rosa foi utilizado pela TCB até 2008.

Há boatos de que ela também tentou na cor vermelha, mas acabou sendo descartado.


Em 2008, esses modelos do Torino G6 (Torino 2007) era inédito no Brasil, tanto de anos depois, outros estados passaram a adquirir modelos com PBT.

Depois que eles foram desativados em 2014, eles foram para Urban - Mobilidade Urbana e em 2020 foram para a CT Expresso, onde atua até hoje.




Conhecido como filho único, esse Torino 2007 (G6), foi o único articulado adquirido pela São José, suas novidades são as mesmas dos modelos convencionais de 2008, Piso Baixo Traseiro (PBT), mas esse Volksbus 17-230 EOD, tinha eletrônica V-Tronic, cambio automático e rampa para pessoas com mobilidade reduzida.




Assim como foi com os outros torino's PBT, esse articulado também foi desativado em 2014 e indo para a Expresso São José de Tocantins, e ficou por lá até ser adquirido pela CT Expresso em 2020, se tornando o único articulado da empresa ou "filho único".









Este é um Marcopolo Torino 1989, chassi Mercedes-Benz OF-1318, um clássico usado na década de 90 até meados da década de 2000.
Estava na garagem da Expresso São José de Tocantins, todo empoeirado. E a São José do Distrito Federal trouxe em 2020 para restaurar-lo.
Finalizou em 2023 e foi apresentado no final de dezembro do mesmo, na inauguração do Terminal Rodoviário do Sol Nascente, junto com os novos ônibus da BsBus.







Antes
Garagem da Expresso São José
do Tocantins em 2014


Durante
Garagem da Expresso São José-DF
2023



Depois
Terminal Rodoviário Sol Nascente











Créditos: 
Texto: Gabriel Rodrigues de Oliveira
Fontes: Correio Braziliense 
Ônibus & Transporte
Facebook / Expresso São José LTDA
Instagram / Embarquebsb

Fotos: Acervo Expresso São José/ Daniel Chaves/ Ygor Barros/ João Lucas Rodrigues Lopes/ Isaac Araújo de Souza/ Allan Joel Meirelles/ Roger Entram

quinta-feira, 4 de maio de 2023

SINTRAUPO

 



 

SINTRAUPO


Sintraupo - Sindicato dos Transportes Autônomos de Passageiros de Ônibus, era nada mais, nada menos, do que uma cooperativa de transportes de sindicados, composto por permissionários.
Começou no Distrito Federal na década de 90, mais exato em 1992, inicialmente como transporte de funcionários fazendo linha até a Esplanada dos Ministérios, mas ao mesmo tempo, fazia transporte de passageiros nas linhas das outras empresa, como Fretamento. O que na maioria das vezes, ocorria momentos de alguns veículos da frota sendo apreendido por essa prática que era considerada irregular.

Foto publicada no Onibus Brasil
ano 2004

Segundo o Departamento Metropolitano de Transporte Urbano do Distrito Federal (DMTU), que hoje é chamada de SEMOB/DF, apenas as empresas cadastradas que podiam rodar nas linha, como o grupo Amaral, grupo Viplan, grupo Planeta, Expresso São José, TCB e entre outras.






Foto tirada no pátio do DETRAN-DF
Em 2015
A Sintraupo tentou permanecer rodando, mas acabou encerrando suas atividades entre 2003/2004, após todas as empresas entraram com uma ação contra a cooperativa por conta da prática ilegal de transporte de passageiros. Alem disso, como a cooperativa era fretamento, as associações não renovaram contrato com o permissionário, cada carro era uma permissão.










Créditos: 
Texto: Gabriel Rodrigues de Oliveira
Fontes: Facebook/ Ônibus Antigo de Brasília

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

GRUPO AMARAL

 GRUPO AMARAL




ESA - EMPRESA SANTO ANTONIO



Em 14 de maio de 1969, na cidade de Formosa-GO, surgiu a ESA - Empresa Santo Antonio, ela é considerada mãe de todas empresas do grupo. A Expresso Santo Antonio era responsável pelo transporte interestadual, junto com a TransProgresso, empresa do mesmo grupo.


No município de Santo Antonio, por volta dos anos 90, operava a extinta Rápido Santo Antonio, mas por alguma razão, a Rápido Santo Antonio deixou a cidade sendo substituída pela Taguatur no final da década.




TRANSPROGRESSO 




Com a evolução do Parque da Barragem que atualmente é a cidade de Águas Lindas de Goiás, em 28 de dezembro de 1984, surge a TransProgresso. A empresa ficou na cidade por um tempo no qual, grande parte das ruas não tinha asfalto e por isso, era difícil trabalhar devido as dificuldades de rodar.

Por conta disso, a TransProgresso saiu de Águas Lindas, e foi para cidade de Januária, localizada no norte de Minas Gerais e lá, se dedicava em linhas intermunicipais.

 

RÁPIDO PLANALTINA



Em Planaltina de Goiás, em 10 de dezembro de 1992, surge a Rápido Planaltina. Por um bom tempo, a Empresa Santo Antonio e a Rápido Planaltina, fazia linhas semi-urbano entre as cidades de Águas Lindas e Planaltina de Goiás para o Distrito Federal, junto com as outras 3 empresas do transporte coletivo de Brasília, como a Viva Brasília, Rápido Brasília e Rápido Veneza.



VIVA BRASÍLIA


A Viva Brasília, primeira empresa do Grupos Amaral em Brasília. Entrou no sistema de transporte público do Distinto Federal em 1992, mas seu nome inicial, era Expresso Santo Antônio Transportes e Turismo ltda. 




Começou suas operações na região administrativa de Sobradinho-DF. Pouco tempo depois, nome da empresa altera para Viva Brasília, uma abreviação de Viação Valmir Amaral, homenageando um dos proprietarios da companhia.




RÁPIDO BRASÍLIA


No final dos anos 90, surge a Rápido Brasília. Uma teoria sobre a empresa, não se sabe exato de como ela apareceu, mas dizem que ela surgiu através de propaganda política, já que sua cor azul ciano e todos os prefixos começam com o numero "15", poderia está ligado na campanha governado da época, Joaquim Roríz.

Isso porque, muitas pessoas viram a Rápido Brasília na cor "roxo" circulando no DF. Não há registro ou informações se de fato a empresa rodou na cor roxa, mas é possível ver (talvez) um indicio a respeito, em um cartaz, mostrando do que seria o Grupo Amaral.

Antigo menu do site do grupo Amaral.
Na parte urbana, nota-se há um veículo
com o nome "Expresso Capital".


Podemos notar que em cima do ônibus da Rápido Brasília, há um veículo na pintura roxa, com o nome "Expresso Capital", alem de outros nome de transportadoras do grupo. Não se sabe se essa empresa rodou no DF, pois não há registros e informações a respeito dessa empresa.






RÁPIDO VENEZA



No início dos anos 2000, o grupo incorpora a Rápido Veneza, fazia linhas em Samambaia, Taguatinga, Paranoá, Riacho fundo 1.

Com a entrada da Rápido Veneza no grupo Amaral, a Rápido Brasília e Viva Brasília, passaram também a operar linhas na região.



DO DESTAQUE AO DECLÍNIO DO GRUPO



O grupo concentravam suas operações nas cidades de São Sebastião, Paranoá, Planaltina e Sobradinho, além de fazer linhas circulares no Plano Piloto. Parte dessas linhas era operada pelo Transporte Coletivo de Brasília (TCB).

Em relação a política entre a família Amaral e o governo Roríz, pode ter facilitado a transferência de linhas estatal para o grupo. Dessa forma o grupo Amaral foi um dos maiores consórcios de transporte do Distrito Federal, além dessas 3 empresas, faziam parte do grupo, empresas de aviação e concessionária de carros e frotanáutica, denotando o poderio desse consórcio empresarial.

Busscar Urbanuss com Ar-Condicionado

Um destaque do grupo Amaral, era a compra de ônibus confortáveis e menos poluentes, contendo ônibus com sobre chassis Scania e Volvo conhecidos pela alta durabilidade de suas peças. Alguns desses veículos eram motores traseiros, o que evitava problemas auditivos para os profissionais e para os passageiros. Em contrapartida, a manutenção para esse tipo de veículo era muito caro.



Com o tempo, as coisas começaram a ficar complicada para o grupo, já que seus veículos começaram a ter problemas técnicos e a falta de manutenção prejudicou bastante, tanto que seus veículos começaram ficar sucateados e passando a ser encaminhados para outras empresas do grupo, desfalcando o transporte do DF.

Outro fator determinante para o declínio do grupo foi a falta de pagamento dos funcionários além de atrasar salário, os rodoviários denunciaram que a empresa não depositava FGTS, com isso o grupo Amaral passou a ser réu em diversos processos trabalhistas perdendo vários deles.


Busdoor da ESAVE (consecionaria do mesmo grupo)

O grupo contia veículos com "Busdoor" ou "Outdoor" que é propagandas colocada na parte traseira dos ônibus. Isso era outro destaque da empresa, já que isso gerava receita, entretanto, as propagandas nos veículos eram apenas de consórcios do grupo. Como o lucro estava caindo demais, o grupo decidiu vender esses espaços para outras empresas e setores, numa tentativa de levantar o capital.




Foto tirada da reportagem DFTV
falando sobre veículos sucateados do grupo
 A situação do grupo estava muito complicada, a má gestão chegou até o ponto que em 2013, o Governo do Distrito Federal (GDF) interviu no grupo Amaral e a TCB assumiu a gestão da empresa, ajudando na recuperação de alguns veículos em estado de sucata. Mas isso não ajudou a salvar o grupo e no final de 2013, o grupo Amaral foi decretada falência e em 2016, houve um pedido de recuperação mas não aconteceu e logo após, foi decretada oficialmente falência.


FIM DA ESA E SEU GRUPO


Svelto 2000 - Scania F113
A Santo Antonio se destacava na época, de reencarroçar alguns da sua frota.

Resumindo, reencarroçamento consiste em colocar a carroceria nova sobre um chassi antigo, isso era feito com o intuito de reduzir custos, ou seja, a empresa comprava apenas carroceria, ao invés de comprar o ônibus inteiramente 0km. Isso era muito comum na Santo Antonio, um bom exemplo são os modelos Comil Svelto 2000, como próprio nome sugere, é um produto fabricado no ano 2000, entretanto seu chassi era um Scania F113HL, e a data de fabricação do chassi é de 1991, ou seja, grupo Amaral descartava a carroceria antiga e colocava uma nova, fazendo assim, a renovação da frota. Tanto que essa pratica economizou bastante.


Frota de Caio Apache S22 0km em 2009
Mas por volta dos anos 2006 e 2007, o Conselho Nacional de Transito (CONTRAN) proibiu essa pratica, a unica exceção seria se caso houvesse um acidente no qual a carroceria se comprometesse mas o chassi não. Dessa forma, se caso o Grupo Amaral queira renovar sua frota, teria que comprar ônibus 100% novos, e foi o que aconteceu, mas o padrão dos ônibus começou a cair. Antes, a frota da Santo Antonio e Rápido Planaltina, era quase 100% formada por ônibus com chassi Scania e Volvo, após a proibição de reencarroçar veículos, passaram a ter chassi mais populares como a Mercedes-Benz e Volkswagen, o custo de manutenção por essas duas marcas é menor e com isso acaba sendo a primeira e segunda marca de chassis mais vendidas do Brasil, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de veículos Automotores (ANFAVEA).


Outro ponto crucial para o declínio do grupo foi que, seu ônibus deixaram de ter um padrão quase exemplar de conservação e passaram a quebrar constantemente pelas vias por onde transitavam e isso causava insatisfação dos passageiros com o serviço prestado pelo grupo. Em Planaltina de Goiás, a má qualidade dos transportes da Rápido Planaltina, provocou uma série de protestos contra a empresa, comunidade exigia que uma outra companhia também fizesse um transporte público na região.

Na época, o prefeito da cidade, José Olinto Neves, chegou a protagonizar uma greve de fome para pleitear uma nova operadora de transporte Semi-Urbano, e conseguiu.... Bom um empate.

No dia 31 de julho de 2009, o GDF designou a Expresso São José para fazer uma linha de ônibus, entre a divisa de Planaltina de Goiás com o DF e o centro de Brasília. Os passageiros da cidade chegavam até o local com o transporte gratuito fornecido pela prefeitura, além da segurança da não quebra de ônibus, esse formato de transporte tinha um vantagem financeira. Enquanto a tarifa da época cobrava R$ 3,00 a Rápido Planaltina cobrava R$ 4,25.

A solução durou até a entrada de outra empresa no transporte local, a principio era a Viação Três Irmãs, logo após, foi substituída pela UTB - União Transporte de Brasília e posteriormente pela Advance Catedral Turismo.


Enquanto isso, em Águas Lindas, o grupo Amaral também enfrentava forte concorrência, boa parte do embarque dos passageiros da região, eram feitos na margem da BR-070, pela via passavam onibus como a Vaztur e Taguatur que operava em outras áreas daquela região. Fora isso, a Santo Antonio enfrentava forte o transporte pirata em sua área de atuação. Por volta de 2011/2012 outras empresas foram deslocadas para auxiliar o transporte Semi-Urbano, como a Taguatur, Lorennatur e Sagres, eram concorrentes diretos da Santo Antonio. Para tenta contornar a necessidade da renovação da frota, o grupo decide descolar ônibus das empresas do DF para a Santo Antonio e para a Rápido Planaltina, no entanto, em 2013 o GDF assumiu o controle da gestão do grupo Amaral no Distrito Federal e uma das providencias do interventor nomeado pelo governo local, foi a retomada de ônibus para a frota do DF, isso significa que a Santo Antonio e a Rápido Planaltina perdeu boa parte da sua frota.

A situação já estava ruim, mas acabou piorando mais quando em 2014, as duas empresas saiu do transporte Semi-Urbano, em Águas Lindas, suas área de atuação foi dividia pelas empresas UTB e Taguatur. Já em Planaltina de Goiás, o grupo Amaral foi substituída pela Viação Monte Alto (atual Viação Expresso Brasília/ Amazonia Inter) e em 2016, sua falência foi decretada oficialmente.


O RICO DE CARTEIRA VAZIA


Valmir Amaral
Ex-Senador e dono do
Grupo Amara
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Todo esse conjunto de empresas era comandado pelo Valmir Amaral, filho de Dalmo Josué do Amaral, fundador da Santo Antonio. Foi Senador do DF entre os anos 2000 e 2006 ocupando a vaga deixado por Luiz Estevão. Valmir era conhecido por fazer festas luxuosas em sua mansão no Lago Sul, esse fato pode contribuir a decadência e logo após, a falência do grupo Amaral.





Valmir e seus carros de luxo na sua mansão

Enquanto Valmir se divertia em sua mansão, funcionários do grupo passava dificuldades financeiras, com atraso de salário e denuncias por não colocar FGTS, além da falta de investimento na sua frota.






Créditos: 
Texto: Gabriel Rodrigues de Oliveira
Fontes: Circular News/ Correio Braziliense/ Grupo Amaral

Caio Apache VIP I - VW 17-210 OD CT Expresso - 8134 Caio Apache VIP II - VW 17-230 EOD CT Expresso - 9389 Caio Apache VIP II - VW 17-23...